Após três meses fora de operação para reabastecimento e modernização, a usina nuclear Angra 1 (650 MW) foi reconectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A parada faz parte do plano de extensão da vida útil da unidade por mais duas décadas — e reforça a importância da confiabilidade no sistema elétrico brasileiro.
Entre 2010 e 2024, o custo médio da energia no mercado regulado saltou de R$ 112/MWh para R$ 310/MWh, A Eletronuclear, responsável pela usina Angra 1, finalizou no dia 11 de julho a 29ª parada programada da planta. A interrupção, que durou três meses, teve como foco não só o reabastecimento de combustível nuclear, mas também ações estratégicas de modernização.
Entre as atividades realizadas estão: substituição de componentes, inspeções técnicas detalhadas, atualizações tecnológicas em sistemas de instrumentação e melhorias nos transformadores e nos circuitos primário e secundário da planta. A operação envolveu mais de 6.500 tarefas, com a participação de 1.517 profissionais — incluindo 259 estrangeiros.
O objetivo: preparar a usina para operar com alta performance até pelo menos 2044, após a aprovação da extensão de vida útil pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) em 2023.
Energia firme em tempos de transição
Antes da parada, Angra 1 operou ininterruptamente por 452 dias, com fator de disponibilidade de 94,72%, gerando mais de 5,3 milhões de MWh apenas em 2024. Esses números reforçam o papel estratégico da energia nuclear como fonte de base firme — especialmente relevante em um cenário de maior participação de fontes intermitentes, como solar e eólica.
O que isso significa para quem consome energia?
A recomposição da oferta via Angra 1 traz alívio para o sistema, especialmente em momentos de pico ou baixa afluência hídrica. Mais do que isso, destaca como a diversidade da matriz elétrica é fundamental para garantir previsibilidade, estabilidade e custo equilibrado para quem está no mercado.
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