O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) deve continuar em ritmo moderado em outubro. Segundo o ONS, a projeção para o mês indica retração de 0,7% na carga total, com recuos mais expressivos nas regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste — reflexo direto das temperaturas mais amenas e da mudança no perfil de demanda.
O boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aponta que a carga do SIN deve alcançar 81.193 MW médios no mês de outubro de 2025, uma queda de 0,7% em relação ao mesmo período de 2024.
A maior retração está prevista para a região Sul, com redução de 2,8% (13.118 MWmed), seguida do Sudeste/Centro-Oeste, com queda de 1,7% (45.503 MWmed). Já os subsistemas Norte e Nordeste devem apresentar crescimento, com alta de 6,6% (8.817 MWmed) e 0,4% (13.754 MWmed), respectivamente.
De acordo com o diretor-geral do ONS, Márcio Rea, a tendência está diretamente ligada às condições climáticas, especialmente à previsão de queda nas temperaturas máximas em importantes centros consumidores das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, reduzindo o uso de sistemas de refrigeração e, consequentemente, a carga no sistema.
ENA e níveis de armazenamento se mantêm estáveis
As projeções de Energia Natural Afluente (ENA) até o final de outubro permanecem estáveis em relação à semana anterior. O Sul segue com os melhores índices, com afluência estimada em 95% da Média de Longo Termo (MLT). As demais regiões apresentam os seguintes percentuais:
- Norte: 62% da MLT
- Sudeste/Centro-Oeste: 56% da MLT
- Nordeste: 37% da MLT
Já os níveis de Energia Armazenada (EAR) continuam sem grandes alterações:
- Sul: 92,5%
- Norte: 68,3%
- Nordeste: 48,8%
- Sudeste/Centro-Oeste: 45,8%
Custo Marginal de Operação (CMO) segue elevado no Norte
O CMO, que influencia diretamente o custo da energia no curto prazo, está estimado em:
- R$ 345,20/MWh no Norte (maior valor entre os subsistemas)
- R$ 292,61/MWh no Sul e Sudeste/Centro-Oeste
- R$ 291,86/MWh no Nordeste
traduzindo dados em decisões
Para quem consome energia no mercado livre, cada variação na carga, na ENA ou no CMO pode representar oportunidades ou riscos na operação e nos contratos.
Na Amee, monitoramos diariamente essas projeções e indicadores do ONS para orientar nossos clientes sobre o melhor momento para contratar, ajustar a modulação da carga ou reavaliar o portfólio energético.