O Mercado Livre de Energia é a alternativa que dá às empresas a liberdade de negociar seus contratos de fornecimento de energia. Essa autonomia garante mais previsibilidade, economia e sustentabilidade, mas também levanta uma pergunta comum: quanto custa 1 kWh nesse mercado?
Como é formado o preço no Mercado Livre?
Diferente do mercado cativo, onde a tarifa é regulada pela ANEEL e aplicada de forma padronizada pela distribuidora, no Mercado Livre o preço é fruto de contratações bilaterais.
Os principais fatores que influenciam o valor do kWh são:
- Fonte de geração: solar, eólica, hídrica, biomassa ou térmica.
- Prazo do contrato: contratos mais longos tendem a reduzir riscos e estabilizar preços.
- Submercado: o Brasil é dividido em quatro submercados (SE/CO, Sul, Nordeste e Norte), cada um com preços diferentes conforme a oferta e a demanda local.
- Perfil de consumo: volume consumido, horários de maior uso e sazonalidade.
Preço contratual e PLD
O consumidor do Mercado Livre normalmente paga o valor acordado em contrato com o fornecedor. Porém, quando há diferença entre a energia contratada e a efetivamente consumida, essa diferença é liquidada ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) — valor calculado semanalmente pela CCEE que reflete o equilíbrio do sistema elétrico em cada submercado.Assim, podemos dizer que o preço do kWh no Mercado Livre é uma composição entre preço contratual e possíveis ajustes ao PLD.
Onde entra o spread?
O spread é um componente que se soma ao preço de referência, geralmente ao PLD, nos contratos indexados. Ele funciona como um prêmio de risco:
- Para o fornecedor: cobre custos administrativos, riscos de mercado, garantias financeiras e o serviço de gestão do contrato.
- Para o consumidor: representa uma taxa pela segurança de ter acesso à energia sem precisar negociar diretamente no mercado de curto prazo.
Na prática, em um contrato indexado, a fórmula pode ser:
Preço final do kWh = PLD (do submercado) + Spread (negociado em contrato)
Isso significa que o consumidor paga o valor do PLD vigente, mais um acréscimo fixo acordado com o comercializador. Esse spread é, muitas vezes, a remuneração da empresa que intermedia a operação.Já em contratos de preço fixo, o spread está embutido no valor total do kWh, garantindo previsibilidade sem a exposição direta à volatilidade do PLD.
Afinal, quanto custa 1 kWh no Mercado Livre?
Não há um preço único. Em 2025, enquanto o mercado regulado apresenta tarifas médias entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por kWh, no Mercado Livre empresas podem contratar energia em faixas mais competitivas, por vezes abaixo de R$ 0,40 por kWh, dependendo da fonte escolhida, do prazo e do submercado
O papel da AMEE
Com tecnologia exclusiva e mais de 20 anos de experiência, a AMEE Energia apoia empresas na análise do melhor modelo de contratação — seja preço fixo ou indexado ao PLD + spread. Nosso trabalho é identificar oportunidades, auditar faturas e garantir que cada cliente pague apenas pelo que consome, com justiça e transparência.