Retorno do horário de verão volta ao radar e pode ser adotado a partir de 2025

Compartilhar Post

O Operador Nacional do Sistema (ONS) voltou a recomendar o retorno do horário de verão como medida estratégica para aliviar a pressão sobre o sistema elétrico brasileiro. A proposta aparece no Plano da Operação Energética (PEN) 2025 e reacende o debate sobre formas inteligentes de gerenciar a demanda nos horários de pico.

Suspenso desde 2019, o horário de verão pode voltar a ser adotado no Brasil já a partir de 2025. A medida foi destacada no novo PEN 2025, divulgado pelo ONS, que avalia as condições de suprimento de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) para o período de 2025 a 2029.

O principal argumento é a sobrecarga do sistema no fim do dia, quando a demanda por potência atinge seu pico — ao mesmo tempo em que a geração solar e a distribuída deixam de produzir. O deslocamento do horário de consumo, provocado pelo adiantamento dos relógios, ajudaria a suavizar esse impacto.

Segundo o ONS, caso o país não promova novos leilões de contratação de potência ou medidas de gestão da demanda, será necessário recorrer ao acionamento de térmicas, o que eleva custos e emissões.

O retorno do horário de verão voltaria com uma função mais estratégica: não apenas economizar energia, mas redesenhar o perfil de consumo diário, reduzindo o uso de fontes fósseis e ampliando o aproveitamento da geração solar durante o horário comercial.

Essa perspectiva reforça o entendimento de que a transição energética também passa por decisões regulatórias e operacionais — não apenas por investimentos em infraestrutura.

Nos últimos anos, estudos técnicos foram retomados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que, embora tenha descartado a medida para 2024, indicou que sua adoção em 2025 dependerá de novas análises.


O que isso representa para empresas?

Mais do que mudar o relógio, o debate sobre o horário de verão reforça a necessidade de gestão ativa do consumo de energia, especialmente em empresas com cargas relevantes nos horários críticos do sistema.

Acompanhamos essas mudanças em tempo real para orientar estratégias personalizadas de contratação e consumo. Nossa plataforma ajuda a entender como variações regulatórias impactam diretamente os custos na fatura, e como sua empresa pode se antecipar a isso.